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A Política Nacional da Atenção Básica-PNAB publicada em 22 de setembro de 2017, não contempla usuários e trabalhadores do SUS

Evidências incontestáveis de que a Política Nacional da Atenção Básica-PNAB publicada em 22 de setembro de 2017, não contempla usuários e trabalhadores do SUS.

Todos os profissionais que efetivamente trabalham para um SUS fortalecido e eficiente, reconhecem o desmonte imposto pela PNAB dos gestores.

É a desconstrução da estratégia saúde da família, que tem o objetivo da prevenção, e com o resultado atual, representa apenas interesse de gestores, sem contemplar às necessidades de usuários, sem contar a precarização da qualidade do serviço que precisa ser prestado ao povo, para de fato, ser a educação e promoção à saúde, que é o objetivo da estratégia saúde da família, que se iniciou como um programa, e devido ao resultado extremamente positivo da atuação dos profissionais componentes do então programa saúde da família, se consolidou como estratégia.

O objetivo da estratégia saúde da família é a prevenção, mas as constantes mudanças sempre impostas ao longo dos anos, e falta de estrutura, tem sobrecarregado às equipes, e todos os profissionais que estão na ponta tem pleno conhecimento das dificuldades. As unidades já existentes não tem o suporte necessário para dar resolutilidade a muitos casos, a burocratização do serviço daquele que é o primeiro contato da comunidade com a unidade de saúde, o agente comunitário de saúde, hoje mais parece um pesquisador, em virtude do montante de formulários a preencher, e com a atual PNAB, perde ainda mais a característica primordial que trouxe resultados na melhoria da qualidade de vida das pessoas acompanhadas por estes, isso é constatado ao longo dos anos desde o início do PROGRAMA DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE-PACS, que salvou inúmeras vidas de crianças que morriam por diarréia, desnutrição, não cumpriam seu calendário vacinal, entre outras situações onde, a orientação foi fator primordial para os resultados alcançados.

Uma equipe sem o agente comunitário de saúde, não contempla às necessidades da população, e ainda sobrecarrega significativamente os demais profissionais.

Outra aberração na PNAB construída pelos gestores, é juntar às atividades do ACS e do ACE, descaracterizando completamente a saúde da família e vigilância em saúde, pregando uma visita sem foco, desvalorizando o usuário e os profissionais, e querendo atingir “seus” indicadores, tratando população como meros números, e não praticando a humanização pregada aos profissionais que trabalham em um sistema precário, onde falta o essencial para todos os trabalhadores da saúde, salvo sob raríssimas exceções. A realidade é que na maioria dos municípios, todos os profissionais estão sobrecarregados, e bem sabem o que precisam fazer fora de sua alçada para conseguir prestar um atendimento menos deficiente aos usuários. A PNAB dos gestores não tem o foco em um atendimento cada vez mais qualificado ao povo, e povo esse que para eles signficam apenas números, mas que para o profissionais, tem rosto, nome, história de vida, e realidade que estes conhecem muito bem, e trabalham dia a dia para mudar para melhor.

Assim, ACS’s e ACE’s, enfermeiros, técnicos em enfermagem, NASF, e todos os profissionais que atuam efetivamente no atendimento chamado de “ponta”, “porta de entrada do SUS”, são doutorados e pós doutorados na realidade e vivência de inúmeros brasileiros que os gestores se quer conhecem.
Assim, a CONACS Conselho Nacional de Saúde-CNS, e também o COFEN, entidade com a qual a CONACS se reuniu na semana anterior, unem-se na luta pelo SUS, pela população que precisa ser assistida com o mesmo peso do voto que elege seus representantes.

NÃO À PNAB DOS GESTORES!
A NAÇÃO BRASILEIRA PRECISA É DA PNAB DO POVO!
A UNIÃO FAZ A FORÇA!

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